Vídeo da Live

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Vídeo da Live

Edição 1/1. Este vídeo é um trecho da Live da primeira exposição física de criptoartes digitais realizada no Brasil que aconteceu no dia 28/05/2021 na cidade de Montes claros (MG) e que teve a participação de 31 artistas do Brasil. Agora esta exposição está acontecendo no metaverso até o dia 15/08/2021. Veja: https://www.cryptovoxels.com/play?coords=W@6989W,42S .

Artistas: Alexandre Rangel, Amanda Suita, Augusto Marques, Aumm das Cripto, Blueskozmico, Campella, CECHK, DuCiRilo, Eduardo Moreira, Erva Daninha, FORA DE COMPASSO, Gabriel Filpi, Gasparian Ted, Jão das Artes, junkera, Kiko Gasparian, leozeba, lesCogumelos, Mediz, mel duARTE, Monica Rizzolli, Nino Arteiro, OVE, .Ravage, Pedro Surubim, Raw & Roll, Rodrigo Cid, Tony de Marco, Vamoss, Yolanda do Brasil e Yot.

Nós estamos realizando um experimento de monetização coletiva. Se esse NFT for vendido, todo o dinheiro será dividido de forma igual para todas as pessoas (31 artistas, 1 curador e 1 galerista) que participaram da construção desse cripto experimento artístico.

Se desejar, visualize este NFT no OpenSea. Mas vendemos somente pelo site (Add to cart). O pagamento é em ETH. No momento do pagamento, o valor em dólares será convertido automaticamente em ETH para você efetuar a compra.

OpenSea: https://opensea.io/assets/matic/0x14e98fb7172f59b827411718d7a04a98c25a9f7c/1

Se você quiser comprar algumas das artes que foram apresentadas nesta exposição brasileira, abaixo estão os links que te darão acesso às obras:

– galaxy-worm-hole (Alexandre Rangel): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/93912

– bear chasing stars (Amanda Suita): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/65201

– CLIMATE CHANGES, THE FIRST RESISTANCE! (Augusto Marques): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/100852

– Sob o céu estrelado (Aumm das Cripto): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/86906

– A REMINDER TO BE REPEATED LIKE A MANTRA (Blueskozmico): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/60834

– Mercury tears (Campella): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/11808

– ribs/costelas (CECHK): https://knownorigin.io/gallery/292800-ribs-costelas

– BLOCKCHAIN OF SEVEN SEAS (DuCiRilo): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/90898

– they live in a house made of straw (Eduardo Moreira): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/38920

– sertãoEu 1 (Erva Daninha): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/99807

– ELONMUSKNIZATION BAD TRIP (FORA DE COMPASSO): https://opensea.io/assets/0x495f947276749ce646f68ac8c248420045cb7b5e/63238492613716748920335438903600100046691028063883801896946939003878948995172

– do.trabalho (Gabriel Filpi): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/99837

– Reconstrução #1 (Gasparian Ted): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/206

– Monet or Banksy (Jão das Artes): https://opensea.io/assets/0x60f80121c31a0d46b5279700f9df786054aa5ee5/71775

– DONT’T TOUCH ITS NFT ART! (Junkera): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/88343

– Berimbau de Tróia (Kiko Gasparian): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/65189

– #DeleteInstagram – Olinda 003 (leozeba): https://superrare.com/artwork-v2/deleteinstagram—olinda-003-21804

– Re-bird (lesCogumelos): https://knownorigin.io/gallery/309100-re-bird

– Autorretrato (Mediz): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/76958

– Hey, look at me! (mel duARTE): https://superrare.com/artwork-v2/hey,-look-at-me!-24872

– Fuchsia (Monica Rizzolli): https://foundation.app/@MonicaRizzolli/fuchsia-10347

– CYBERSHAMAN (Nino Arteiro): https://opensea.io/assets/0x021530dac7ae7af3a9748b63b09e1134fc479a81/34

– Keep it (OVE): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/85920

– Buraddo Mūn (.Ravage): https://rarible.com/token/0xd07dc4262bcdbf85190c01c996b4c06a461d2430:508914?tab=details

– We, the slaves (Pedro Surubim): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/40631

– Composite Document Portrait (Raw & Roll): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/95308

– Pieces of Aura/Institutional Theory of Art (Rodrigo Cid): https://opensea.io/assets/matic/0x2452d8049f04d54ca779257678a691ee4a413267/977

– band 01 (Tony de Marco): https://opensea.io/assets/0x495f947276749ce646f68ac8c248420045cb7b5e/51480660118474459165628670931672533604106415470352758297630818160971347918849

– Fora Bolsonaro (Vamoss): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/5527

– GRANDES TARDES DE DOMINGO (Yolanda do Brasil): https://www.hicetnunc.xyz/objkt/26472

– Ex Machina (Yot): https://foundation.app/@yot/ex-machina-5905

 

Texto de curadoria de Alexandre B. A. Villares:

A exposição Cripto Arte Brasil, realizada em Montes Claros (MG) em maio de 2021, é fruto de um esforço coletivo que parece traduzir de forma bastante completa um pensamento, de há quase 20 anos, sintetizado por Arlindo Machado:

O que faz, portanto, um verdadeiro criador, em vez de simplesmente submeter-se às determinações do aparato técnico, é subverter continuamente a função da máquina ou do programa de que ele se utiliza, é manejá-los no sentido contrário de sua produtividade programada. Talvez até se possa dizer que um dos papéis mais importantes da arte numa sociedade tecnocrática seja justamente a recusa sistemática de submeter-se à lógica dos instrumentos de trabalho, ou de cumprir o projeto industrial das máquinas semióticas, reinventando, em contrapartida, as suas funções e finalidades. Longe de deixar-se escravizar por uma norma, por um modo estandardizado de comunicar, obras realmente fundantes na verdade reinventam a maneira de se apropriar de uma tecnologia. (MACHADO, Arlindo. Arte e mídia: aproximações e distinções. Galáxia, n. 4. São Paulo: PUC-SP, 2002.)

Como artistas desta exposição reinventam imagens, suas funções ou finalidades?  

Arriscaria dizer que o fazem movendo pixels (sabendo que os pixels não se movem, na verdade), manipulam pixels; seja para mostrá-los em movimento, seja para mostrar um resultado estático dessas manipulações. Pixels que vêm de diferentes camadas, recortes, sobrepostos ou não; muitos pixels que se movem no tempo e no espaço de cor. Aos pixels projetados na parede que serviu de anteparo vemos ser adicionadas camadas visuais ou invisíveis de texto, subtexto, código, contratos – elementos conceituais ativados no espectador por esses conteúdos textuais que acompanham os pixels.

São camadas visuais ou invisíveis, pois podem estar visíveis na imagem, mas podem ser o código, que ao ser executado, produz imagens; podem estar embutidos na estrutura da imagem digital; elementos textuais também permeiam as estruturas de apoio que permitem a circulação dessas imagens nos metadados que as acompanham. 

Resisto em usar o termo “criptoartista”, adotado ativamente por algumas pessoas, da mesma forma como fico incerto na minha própria adoção da expressão “artista programador”. Quem pinta, esculpe, ou quem é praticante da ação artística, performance, acolhe como identidade a sua mídia de predileção, ou a sua prática, em suas autodescrições; é, portanto, natural que isso aconteça, mas podemos ainda descrever tais pessoas como artistas, e frequentemente são multiartistas.

Mesmo sendo céticos em relação às implicações da infraestrutura que potencializou o florescimento de grupos, com características notáveis de comunidade, em torno da criptoarte, podemos perceber uma rica e diversa produção, da qual esta que parece ser a primeira exposição coletiva no Brasil em um espaço físico de obras distribuídas como NFTs, non-fungible tokens, é um exemplo.